sábado, 13 de maio de 2017

Até o último suspiro


Queria fazer uma resenha do filme “Até o último homem”, mas não consegui. Gostaria de expressar tudo o que a história me fez sentir, mas esse é um daqueles casos em que as palavras são insuficientes. Então vou destacar a cena mais marcante pra mim.
A cena em que o soldado Desmond Doss está no meio da batalha salvando algumas vidas e perdendo outras tantas. Testemunhando seus companheiros sendo fuzilados, explodirem, perderem membros do corpo, enfim atingidos e mortos. Um cenário de horror para qualquer um.
Desmond alistou-se com a intenção de salvar vidas no Corpo médico do exército, convicto de não quebrar seus princípios religiosos, principalmente ao mandamento “Não matarás”. No olho do furação, entre tiros e granadas explodindo, enquanto salvava o maior número possível de soldados, Desmond se viu numa crise. Ele não sabia mais o que fazer diante de tantas mortes.
Como um homem temente ao Senhor, Desmond questiona “Deus o que quer de mim?” “Onde o Senhor me quer?” “Não consigo ouvi-Lo”. Logo em seguida, ouve vozes de soldados pedindo socorro e segue salvando mais vidas. Enquanto salva mais de 75 homens ele pede: “Senhor, me ajude a salvar mais, mais um”.
Como um soldado desarmado no meio de uma guerra consegue sobreviver e ainda salvar tantas vidas?
Creio que só existe uma resposta: milagre.
Somente milagre explica certas situações como essa, quando Deus tem um propósito, um chamado na vida de alguém, não importa as circunstâncias, se cumprirá.
Esse trecho mexeu demais comigo, pois eu já driblei a morte diversas vezes. E na última, fiz esses mesmos questionamentos que o Desmond. Não entendia o motivo de ainda estar viva, por qual razão o Senhor poupou a minha vida mais uma vez? Minha história tem sido uma sucessão de milagres, mas demorei a enxergar, demorei a ouvi-Lo.
Talvez você não possa salvar vidas literalmente (como um médico), mas há outras formas de salvamento. Muitas vezes salvamos alguém com gestos simples. As pessoas ao nosso redor estão numa guerra sem que a gente saiba. Um abraço, uma palavra de conforto/incentivo pode salvar o dia de alguém. Um ouvir atento e empático pode salvar alguém do desespero, da tristeza. Uma gentileza no trânsito pode mesmo salvar uma vida.
Existem tantas formas de salvar vidas: doar sangue, medula óssea, trabalho voluntário, doar seu tempo e sua atenção, doar algo que não usa (roupas, calçados, livros etc). Ainda que não se consiga salvar uma vida literalmente, podemos salvar alguém de momentos ruins. 
Podemos salvar pessoas todos os dias. Seja o socorro de alguém em algum momento. 
A vida é uma constante guerra. Peça sabedoria e direção ao Senhor para que lhe dê a oportunidade de salvar mais um.
Creio que fui chamada para salvar, de um jeito que só eu e Ele sabemos. Sua voz me guia para cumprir o Seu propósito, até o último suspiro.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Mãos Talentosas





O filme conta a história de vida de Benjamin Solomon Carson, o maior neurocirurgião pediatra entre as décadas de 80 e 90. O auge da sua carreira foi quando operou gêmeos siameses da Alemanha, separando o cérebro dos bebês, a primeira operação na história da medicina em que os dois bebês sobrevivem.

Em 2008 o Dr. Carson ganhou a Medalha Presidencial da Liberdade na Casa Branca (a mais alta honraria civil da nação), além de diversas outras honrarias.
Impossível não admirar a história de Ben Carson, menino negro e pobre, criado somente pela mãe e com problemas de aprendizagem. Rotulado de burro pelos colegas de sala, Ben acreditou mesmo que era incapaz de ser bem sucedido na vida. 
Sua mãe teve um papel fundamental na mudança de postura do filho diante da vida. Ela não aceitou que seu filho fosse burro. 
Sonya Carson, que havia feito somente até a terceira série, incentivou Ben e seu irmão a estudarem o máximo possível. Ordenou que os dois filhos estudassem a tabuada inteira. E o menino que não acertava uma questão na prova de matemática começou a tirar boas notas. Depois percebeu que seus filhos estavam desperdiçando um tempo precioso de vida assistindo televisão. Então tomou a mais acertada atitude, cortar o tempo de TV (só poderiam assistir dois programas de TV por semana) e o restante do tempo decretou que lessem dois livros (cada um), e lhe entregassem os resumos por escrito.
Carson terminou a 8ª série com o prêmio de melhor aluno. Como excelente aluno, mais tarde ganhou bolsa de estudos para a Universidade de Yale. Em uma entrevista disputando a residência médica lhe foi perguntado por qual motivo ele deveria ser escolhido entre centenas de candidatos e porque queria ser um neurocirurgião. Carson responde dizendo que o cérebro é um milagre, expondo sua fé. Ele ficou com a vaga, destacando-se e posteriormente tornando-se chefe da Neurocirurgia Pediátrica daquele Centro Hospitalar. 
Ben Carson descobriu cedo que queria ser médico, ainda menino, ouviu um sermão na igreja sobre um médico missionário. Enquanto o pastor pregava, ele se viu na situação, vestindo um jaleco branco, chegou em casa decidido que seria médico. Ao contar para sua mãe, Sonya Carson lhe disse: “você pode ser o que quiser nessa vida, contudo que trabalhe pra isso”.
Outra frase marcante de sua mãe foi “Você pode fazer tudo o que os outros fazem. Só que você faz melhor”.
Essa linda história é fruto de muito incentivo, muito estudo, perseverança e também oração. 

Her







“Her” filme de 2013 conta a história de Theodore, homem solitário e recém divorciado. Imerso em sua solidão pós- separação, Theo divide seu tempo entre trabalho e internet (jogos e pornografia). Após instalar um Sistema Operacional (SO) com inteligência artificial, o qual tem uma voz feminina e recebe o nome de Samantha, começa a se relacionar cada vez mais com esse sistema. Com alta tecnologia, Samantha é capaz de compreender o universo a sua volta e se comunicar com seu dono com base em seus desejos pessoais e anseios do momento, interagindo como humana. Há algo de curioso nesse filme; a relação entre Theo e Samantha muitas vezes assemelha-se a um relacionamento real. Há conversas, sexo, risadas, ciúme e por fim a dor da separação.
Há no roteiro uma critica as relações interpessoais, a inabilidade de se relacionar, de ter uma conexão verdadeira. As pessoas tem se afastado de laços reais. Os afetos virtuais parecem estar substituindo os reais, deixando as pessoas mais individualistas, solitárias e egoístas também. 
O personagem principal nos diz que existe uma ânsia no ser humano por conexão, ainda se busca compartilhar a vida com alguém, mesmo que de forma inapropriada.
A cada dia pessoas criam relacionamentos artificiais para suprir suas carências reais. Seja com máquinas, animais, ou pessoas. Relacionamento artificial é algo cada vez mais comum. 
Creio que esse fenômeno atual se dê em grande parte pelo analfabetismo emocional, tornando-se um ciclo vicioso. Pessoas que não sabem lidar com suas emoções se relacionam mal, então se afastam/isolam, e assim não aprendem a administrar as emoções e conseqüentemente as relações. 
Somos intrinsecamente seres relacionais, fomos criados para nos relacionarmos uns com os outros. Ainda que muitos não admitam e cantem o mantra “eu me basto, sou auto-suficiente, não preciso de ninguém”. 
Quer enganar quem? Não consegue convencer nem a si mesmo!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

INgratidão


Segundo os princípios cristãos não devemos esperar gratidão pelo bem que fizermos aos outros. Segundo esses mesmos princípios, não devemos ser ingratos com aqueles que nos ajudam. A matemática é simples, quem ajuda não cobra, quem é ajudado agradece (e se possível, retribui). Parece simples, mas o pecado torna a gratidão algo difícil.
A questão da gratidão não está restrita às relações humanas. Gratidão é o reconhecimento do favor imerecido e das misericórdias que se renovam a cada manhã. O ingrato reflete nos relacionamentos a sua ingratidão ao Senhor.  Quando temos consciência de que tudo, absolutamente tudo é dádiva, nossa vida é vista como presente e a gratidão se torna algo natural.
Somos devedores, e como tal devemos agradecer tudo que temos e tudo o que nos acontece, ainda que pareça ruim aos nossos olhos. Parece um tanto surreal, e realmente como pecadores, muitas vezes deixamos de reconhecer a obra de Deus em nossa vida. Mas estou me referindo ao estilo de vida do ingrato. Aquela pessoa que reclama de tudo parece sempre insatisfeita, desdenha dos presentes que ganha, entre outras coisas. Já presenciei muitas cenas assim, gente que reclama do bem que recebeu e critica quem o ajudou. 
O ingrato é sempre injusto, pois a gratidão é filha da Graça.
Jesus disse (João 13:18) “Não falo de todos vós; eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: o que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar.” O Senhor se referia ao traidor, Judas. A ingratidão é um risco para todo aquele que estiver disposto amar o próximo como a ti mesmo.
Precisamos nos orientar pelas palavras do Mestre: "Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita" (Mateus 6:3). Se levar a sério essa mensagem, você perceberá a dificuldade em cooperar, contribuir e ajudar alguém, seja em palavra ou em obras, sem esperar sequer um "Obrigado", e tendo ciência de que o ajudado um dia poderá se virar contra você.
Quando sua motivação não é o reconhecimento, recompensa ou a gratidão, e sim fazer tudo para a glória e honra de Cristo, não ficará decepcionado com a ingratidão e nem se arrependerá de ter feito o bem.
Fomos avisados da ingratidão como um dos sintomas dos tempos difíceis (2Timóteo 3:1-2), mas devemos continuar fazendo o bem sem esperar nada em troca (Lucas 6:35). Pois Aquele a quem seguimos fez o bem por toda parte (Atos 10:38) e recebeu ingratidão, como no caso dos dez leprosos (Lucas 17:11-19).
Quando a pessoa a qual ajudou se voltar contra você, lembre-se do Salmo 109:4: "Em troca do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro.” Independente das circunstâncias de ingratidão e injustiça sigamos a Palavra de Deus. “Não te deixes vencer pelo mal, porém, persiste em vencer o mal com o bem.” (Romanos 12:20- 21).
Se fizermos o que é nobre e direito, então quer os outros reconheçam ou não, podemos ter a certeza de que Deus observa (Mateus 6:2-4).
Afinal servimos aos homens ou ao Senhor?

E não nos cansemos de fazer o bem (Gálatas 6:9)

terça-feira, 2 de maio de 2017

Como ajudar o seu próximo


Quando você estiver diante de uma pessoa fragilizada, que precisa de ajuda, não faça nada baseado em seus próprios critérios. Pergunte a ela: 
O que VOCÊ gostaria que eu fizesse? 

Como posso ajudar VOCÊ ?
E a ajude com base nas respostas recebidas, o principio da ajuda é sempre o outro, se não for assim de nada vale sua boa vontade.
Muitas atitudes mesmo transbordando de boas intenções não foram eficazes, simplesmente porque você fez o que achava melhor para a vida da outra pessoa, sem questionar a própria.
Boa intenção deve ser acompanhada de um real interesse pelo outro, pelo que o outro quer, pelo o que o outro precisa. Se a ajuda só leva em conta o que eu considero melhor para o outro, não é ajuda. É manipulação disfarçada de bondade.
Não atropele ninguém com suas boas intenções

sábado, 29 de abril de 2017

A espera






Quem é que chama?
Quem é que me espera?
Quem é você que eu desejo há tanto tempo?
Quem de nós reconhecerá o outro?
Não sigo a voz do coração, ela me engana sempre.
Sigo o sussurro da Palavra
Eu não sei como...


Enquanto você não vem
Estudo, estudo...
...estudo as artimanhas do amor.
Não consigo aprender as lições
Talvez seja por isso o desencontro
Matéria difícil de aprender!
Encontrar-te...
Ainda mais!


Espero e confio Naquele que me guia.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Eu prefiro (a) guardar...

           Guardo o meu coração e aguardo
            Sim, prefiro aguardar.
            Por aquele que está me aguardando
            Por aquele que sabe ter todas é ter nenhuma
            Por aquele que valoriza a fidelidade e lealdade
           Por aquele que busca intimidade emocional e espiritual além da física
            Por aquele que deseja construir uma sólida história a dois
            Por aquele que saiba apreciar a ternura de um amor maduro
            A carência muitas vezes tenta me enganar, e eu quase deixo.
            Permito que algum aventureiro se aproxime
            Mas não permito que faça morada
            Ainda prefiro aguardar
            Por aquele que meu coração aguarda
            Esse sim, vou guardá-lo
            Entre uma fase carente e outras não
            Eu aguardo e guardo
            Guardo o meu melhor
            Para aquele que será o melhor
            O melhor porque será o último e único
            Aquele que ficará guardado em minha vida
            Que ficará guardado em minha história


terça-feira, 18 de abril de 2017

Homem forte X Homem covarde



Homens: mulheres de verdade gostam de homens fortes.
Porque de covardes, o mundo está cheio.
Forte não significa ser um campeão nos pesos pesados.
Homem forte é aquele que assume seus atos e consequências.
O covarde terceiriza responsabilidades.  
Homem forte é aquele que batalha por seus objetivos.
O covarde espera as oportunidades baterem a porta.  
Homem forte é aquele que se controla diante de situações tensas.
O covarde dá um de "machão" resolvendo as coisas com xingamentos e socos.
Homem forte é aquele que ajuda sua família.
O covarde se "encosta" na família.  
Homem forte é aquele que segura "a onda" quando a mulher diz "não".
O covarde insiste até conseguir e depois "caí fora".
Homem forte é aquele que trata TODAS as mulheres com dignidade.
O covarde separa as mulheres em "essas merecem” / "essas não merecem".
Homem forte é aquele que não se aproveita da fraqueza alheia.
O covarde vive à espera de alguém para fazer de trouxa.  
Homem forte é aquele que encara as conversas/situações difíceis, sejam quais forem.
O covarde foge até de uma simples D.R.
Homem forte é aquele que deixa sempre tudo transparente nas relações.
O covarde deixa subentendido para depois dizer que "não é bem assim".
Homem forte é aquele que consegue dar um fora sem ser grosseiro/mal educado.
O covarde deixa no "vácuo", visualiza e não responde, some etc.
Covardes? Não obrigada.  
Homem forte  é o que uma mulher de verdade quer, precisa e merece.

Ser... Simplesmente eu



Não me diga o que fazer
Não me diga o que sentir
Não faça pouco caso do meu estilo
Não, por favor, não faça isso!
Ainda quero continuar te amando
Mas preciso da sua aceitação
Não desdenhe das minhas prioridades
Não deprecie meus talentos
Não critique o que eu amo
Por favor, não faça isso!
Não diga que preciso ser diferente do que sou
Entenda, as mudanças vem...
Não as imponha, nem acelere.
Quero estar em sua companhia
E ser quem eu sou.

Simplesmente eu.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Somos amigos



Torcemos por times diferentes
Apoiamos candidatos de partidos opostos
Somos amigos
Nossa fé é bem divergente
Nossas ideologias são distintas
Somos amigos
Até na geografia estamos distantes
Defendemos causas opostas
Somos amigos
Somos amigos e isso é o que realmente importa.
Todas as nossas diferenças um dia passarão
O amor fraterno é para sempre.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Lewis: O mais relutante dos convertidos


Clive Staples Lewis, mais conhecido como C.S.Lewis (1898-1963) foi um professor universitário, teólogo anglicano, poeta e escritor britânico, nascido na Irlanda do Norte. Destacou-se pelo trabalho acadêmico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infanto-juvenis As Crônicas  de Nárnia”.
Seus livros já venderam mais de cem milhões de exemplares em todo o mundo, incluindo clássicos como “Cristianismo puro e simples” e “Cartas de um diabo a seu aprendiz”. Contudo, C.S.Lewis nem sempre foi um gigante da fé cristã. Este livro revela um aspecto particular de sua vida, seu período de ateísmo, a jornada pessoal, de ateu convicto a um dos mais influentes escritores cristãos de nosso tempo.
 Ao abandonar o ateísmo, Lewis se tornou um destemido e bem-sucedido mensageiro da fé, principalmente no meio acadêmico e literário. Foi altamente respeitado no campo da literatura em toda a Europa, tanto como professor quanto como escritor. Em Oxford conheceu vários escritores famosos, como J.R.R. Tolkien (autor de “O Senhor dos Anéis”, de quem viria a se tornar grande amigo).
Encontramos em seus livros de ficção muitas metáforas e alegorias referentes ao cristianismo, misturado a mitos nórdicos. Seus últimos anos de vida foram retratados no filme norte americano “Shadowlands” (Terra de Sombras), protagonizado por Anthony Hopkins.
Em sua famosa obra “Cristianismo puro e simples”, Lewis explica os fundamentos do cristianismo. Eu entendi o que significa ser cristão a partir dessa obra. Foi por meio desse livro que pude compreender perfeitamente o cristianismo porque partiu justamente de alguém que também não entendia, por isso a considero fundamental. Lewis faz o cristianismo parecer a coisa mais lógica do mundo em seus argumentos.
 Rejeitou qualquer crença para depois se tornar um dos autores cristãos mais influentes. Quem poderia ser melhor defensor da fé cristã do que aquele que a rejeitou?

 O mais relutante dos convertidos foi “Surpreendido pela Alegria” titulo de sua autobiografia, em que descreve explicitamente seu encontro com Deus. 

Cristianismo puro e simples


“Cristianismo Puro e Simples” é a maior aula sobre cristianismo que tive o prazer de receber. O livro analisa a essência do Cristianismo de forma profunda e didática. O acadêmico Lewis sintetiza de forma objetiva o universo dos cristãos, uma obra prima!  Pessoas dentro e fora do Cristianismo têm dificuldade de entender o que significa ser cristão.
Desde seu princípio, o Cristianismo pregou a metanoia, isto é, a mudança de mente sobre tudo o que há nesse mundo. A ênfase de Cristo foi restaurar a humanidade, e grande parte do seu discurso diz respeito ao sentido da vida.
A fé não exclui a presença da dúvida nem do questionamento sobre a realidade das coisas, não podemos compreender 100% do universo, como já dizia meu amigo Shakespeare: “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia.”
A mensagem da fé cristã é simples, mas não simplista. O mundo é complexo, e a fé se aplica a toda a sua complexidade. Esse intelectual e ateu convertido nos diz de forma clara e racional sobre essas complexidades e os alicerces do cristianismo. 
Se você é cristão, você precisa ler esse livro.
Se você é apenas simpatizante do Cristianismo, você precisa ler esse livro.
Se você não sabe se é ou se quer ser cristão, você precisa ler esse livro.
Se você é um crítico do Cristianismo, você precisa ler esse livro.

Nunca é demais lembrar que você precisa ler esse livro para entender o que significa ser cristão. Qualquer pessoa que queira debater o Cristianismo ou falar sobre os cristãos, seja para concordar com eles ou para criticá-los deve ler esse livro.

Confissões de Agostinho


Agostinho de Hipona conhecido como Santo Agostinho era um jovem como qualquer outro jovem de sua época, vivia uma vida hedonista, e até se converter ao cristianismo, Agostinho se interessou por diversas filosofias e religiões. Aos 32 anos se converteu ao Cristianismo. Escritas dez anos após sua conversão, as Confissões são, ainda hoje, modelo de narração autobiográfica. Uma autobiografia recheada de citações meditadas das Escrituras e de reflexões filosóficas revela a alma inquieta de Agostinho. Ele tinha uma busca sincera e intensa de encontrar a verdade definitiva, absoluta, tinha uma imensa sede de saber. As Confissões revelam o pensamento de um homem que antes tinha devotado sua vida aos prazeres e agora revela a profundidade dos problemas da existência humana, mostra um coração corrompido e principalmente arrependido, um ser humano a procura de Deus. O próprio título indica o propósito da obra, confessar seus erros, pecados e a necessidade de uma vida submetida ao Senhor. Quando li essa obra, já convertida, me identifiquei em algumas coisas, pois me converti já na fase adulta como ele, tive uma visão hedonista da vida, e então tal como o santo vivia em busca da Verdade, enfim reconheci que minha vida pertencia ao Cristo ressurreto. Uma pessoa que se declara cristã não pode deixar de ler esse livro, essencial. 

 "O que sei, Senhor, sem sombra de dúvida, é que te amo. Feriste meu coração com tua Palavra, e te amei.[...] Tarde Te amei [...] Tu me chamaste, gritastes por mim, e venceste minha surdez. [...] O homem, partícula de Tua criação, deseja louvar-Te. [...] Porque nos fizeste pra Ti e nosso coração está inquieto enquanto não descansar em Ti."


Em busca de Sentido


Em Busca de Sentido é um dos melhores livros que já li, escrito por Viktor Emil Frankl, nascido em Viena, passou por uma das experiências mais terríveis que o ser humano já experimentou: viveu nos campos nazistas.
O livro retrata suas experiências como um detento dos campos de concentração e descreve seu método psicoterapêutico de como encontrar uma razão para viver.  Apesar do horror vivido, foi grande nas três dimensões em que se pode medir um homem: a inteligência, a coragem, o amor ao próximo. Mas foi maior ainda naquela dimensão que só Deus pode medir: na fidelidade ao sentido da existência, à missão do ser humano sobre a Terra.  Homem de ciência, neurologista e psiquiatra, não foi o estudo que lhe revelou esse sentido. Foi essa terrível experiência do campo de concentração. Milhões passaram por essa experiência, mas Frankl não saiu dela carregado de rancor e amargura. Saiu do inferno levando consigo a mais bela mensagem de esperança.  Uma mensagem que se baseia na decisão pessoal: Frankl entrou no campo firmemente determinado a conservar a integridade da sua alma, a não deixar que seu espírito fosse abatido pelos seus carrascos, conservou o autodomínio e a sanidade pois tinha um forte senso de dever, de missão, de obrigação.  O segredo dessa força diante da privação da dignidade humana, era ter um sentido para a vida, suportar o sofrimento só era possível porque sabia que tinha uma missão a cumprir.  Frankl tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior que a vida. Após a libertação, reencontrou também a esposa e a profissão, como diretor do Hospital Policlínico de Viena.  Ele registra uma das experiências interiores que o levaram à descoberta do sentido da vida:  

 "Um pensamento me transpassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. […] Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: 'Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita'."


Das reflexões de Frankl sobre a experiência do absurdo da falta de sentido da vida, nasceu um dos mais impressionantes sistemas de terapia criados: a logoterapia.
Frankl dizia: "O homem pode suportar tudo, menos a falta de sentido."
O sentido da vida simplesmente existe: trata-se apenas de encontrá-lo.

Limites: Quando dizer SIM, Quando dizer NÃO


Esse é um dos problemas mais sérios que enfrentamos em nossos dias. Muitas pessoas lutam contra uma enorme confusão a respeito de estabelecer limites. Diante da ausência de limites, fazem perguntas como:
 - Será que consigo estabelecer limites sem deixar de ser amável?
- E se alguém se sentir incomodado/magoado com meus limites?
- Não estou sendo egoísta? No mundo físico, é fácil enxergar os limites. Grades, placas, muros, paredes, cercas etc. No mundo espiritual, os limites são igualmente reais, porém mais difíceis de serem vistos.  Os limites nos definem. Saber do que sou dono, onde começa e onde termina meu território me traz liberdade diante das escolhas e suas consequências. Impor limites não é egoísmo, é resguardar sua identidade, sua pessoalidade, aquilo que o diferencia de outros.  Não impor limites nos torna prisioneiros da vontade alheia, vulneráveis aos controladores/manipuladores.