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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Banda Steiger Brasil


A banda Steiger Brasil não é nada convencional. Imaginem pessoas vestidas com trajes vitorianos, usando uma maquiagem teatral e máscaras, num palco cheio de parafernália, com correntes e até um andaime. Um verdadeiro espetáculo!
O grupo faz um som que mistura rock, teatro, pirotecnia, jogo de imagens e ótimas letras para transmitir a mensagem da Cruz, explicitamente encenada nos minutos finais. No show que apresentam as músicas são escritas pelos próprios integrantes, que formam um espetáculo com começo, meio e fim. O foco do trabalho da banda não é o público cristão, mas todos os jovens que abraçam uma cultura global secularizada, no meio da qual a igreja se tornou uma instituição irrelevante. O grupo toca nas casas de show mais variadas das capitais brasileiras, onde poucos cristãos teriam coragem de pisar.
Formada em 2010, é  parte do projeto No Longer Music (NLM) que começou em Amsterdã, Holanda, em 1985. Tem alcançado um público cada vez maior. Desde o início, o projeto vem entretendo plateias do mundo todo com sua integração inovadora e radical de música ao vivo, artes visuais e performance impactante.
A Banda reúne em cena músicos e atores interagindo com vídeos, dança e efeitos especiais, sincronizado num cenário elaborado e com linguagem moderna. Seu rock eletrônico experimental e seu figurino, inspirados em elementos que vão desde o steampunk ao industrial e circense, cria um show com dinâmica e movimento do começo ao fim, atraindo todos os tipos de público. Sua performance trata de temas importantes da atualidade, com uma mensagem que incentiva a conscientização e a reflexão.
Após a formação, a banda passou um ano no processo criativo e começou 2011 já lançando uma demo e levando a performance para públicos da grande São Paulo e de outros estados. O inicio de 2012 é marcado pelo lançamento do EP “Não era isso que eu queria” e uma agenda bem interessante, que inclui casas de show renomadas de São Paulo (como Hangar 110).
O seu segundo EP – Supersomos –, foi gravado no começo de 2014, a ideia desse trabalho foi revisitar o melhor do primeiro EP e estabelecer uma identidade mais definida para a banda. Conta com quatro faixas inéditas em uma sequencia conceitual, em que se busca questionar a condição humana, desde sua origem até suas escolhas mais conscientes.
Munido de seus cenários móveis – instalações artísticas, telas de vídeo e estruturas de efeitos especiais, a banda já se apresentou em várias casas de show de São Paulo e do Brasil, gravou videoclipes e saiu em turnê por países como Finlândia, Rússia, Portugal e Chile. Após cinco anos, em 2015 a banda passou por uma  fase de mudanças, integrantes saíram e outros entraram. E isso em nada comprometeu a atuação, pois tive o privilégio de presenciar a transição da banda, assisti ao último show com a formação original e ao primeiro com a nova formação. Shows impecáveis!
 Aproveitei a presença nos shows para conversar com os integrantes da formação original que saíram para novos projetos.
Luke Greenwood e sua esposa Ania saíram do Brasil para participar  de projetos na Polônia. Verônica Nobili, é atriz e dubladora, e agora se dedica mais em  projetos que integram o teatro e dublagem.
A banda faz parte da base brasileira da Missão Steiger Internacional em São Paulo.
Há mais de 20 anos, o ministério “No Longer Music”, tem alcançado jovens de um contexto urbano e secularizado na Europa, América do Norte e do Sul, Austrália e Ásia. O show mistura música ao vivo e produção teatral demonstrando por meio de letras reflexivas a morte e ressurreição de Jesus para o público secular.
O berço da banda
O Steiger Internacional, organização missionária presente em 8 países em 5 continentes diferentes, se dedica a alcançar e discipular a cultura jovem global com o amor de Jesus.
Steiger usa arte, musica e criatividade para apresentar Jesus de maneira clara e relevante para a cultura jovem global secularizada, estabelecendo-se em longo prazo nos centros urbanos pelo mundo, inserindo-se de forma engajada, demonstrando o amor de Jesus, discipulando e plantando igrejas.
Steiger compartilha do interesse de Deus pela cultura jovem global, que tem sido alvo fácil de valores, lendas e símbolos promovidos pela indústria do entretenimento. Esse fator, combinado com a falência da estrutura familiar, tem levado milhões de adolescentes e jovens adultos a um vazio interior, à ira e ao desespero. Esta geração emergente – aproximadamente 1 bilhão de pessoas – constitui o maior grupo de pessoas não alcançadas pelo Evangelho. De muitas maneiras, a Igreja se tornou culturalmente distante e aparentemente irrelevante para suas vidas. Eles tem uma falsa ideia de quem é Jesus.Estão buscando por significado e propósito, mas dificilmente procurarão pela Igreja para encontrar isso.
Através da música, mídia e várias formas de arte,  Steiger leva o Evangelho em lugares fora da Igreja, onde equipes missionárias convencionais raramente vão.
Atualmente o Steiger tem equipes missionárias estabelecidas em diversos países do mundo, contando com apoio de pessoas em vários campos de atuação.

Para conhecer melhor a banda Steiger,  a Missão Steiger e demais projetos envolvido acesse as redes sociais e sites, você ficará por dentro de tudo o que acontece e das histórias incríveis sobre a recepção do Evangelho nos diversos shows que a banda faz.
Links :

Outros projetos da Missão Steiger Brasil:

Igreja Projeto 242 http://projeto242.com/



sexta-feira, 25 de abril de 2014

The Unforgiven



A banda de rock Metallica tem uma trilogia chamada “The Unforgiven” (Os imperdoáveis), todas elas falam de perdão, um tema universal. As três músicas são do álbum Metallica (1991) ReLoad (1997) e Death Magnetic(2008), respectivamente.
Quando você intui de alguma forma que algo esconde uma certa beleza e profundidade, mas não compreende exatamente o quê, você continua admirando até que o tempo e o amadurecimento  te façam enxergar a mensagem contida numa obra, esse é o caso.
Só pra situar quem não conhece as músicas:
O personagem da trilogia sofria com as injustiças e opressões que as outras pessoas/a sociedade lhe impunham. E ele faz a promessa de não permitir que seu desejo por liberdade seja tirado, ele luta constantemente, mas com o passar do tempo ele se torna amargo e declara que seus opressores são imperdoáveis.
Alguns trechos da trilogia:

O jovem homem aguenta e aguenta,
ele faz um juramento para si mesmo
Que nunca a partir deste dia
Eles vão tirar o seu desejo [...]
Este homem se torna amargo

Vocês me rotularam
Eu rotularei vocês
Então eu os nomeio imperdoáveis

Porque eu sou aquele que espera por você
Ou você é imperdoável também?

Porque você é imperdoável


Eu poderia fazer várias outras citações, pois as letras dessa trilogia musical são ricas no assunto, mas prefiro que você  além de ler esse texto, ouça e preste atenção nas letras de cada uma.
O que mais me chamou a atenção foi  o clipe oficial  "The Unforgiven". 



Na época de lançamento, eu era uma assídua cliente da MTV,  a música fez muito sucesso, o clipe era bastante reprisado. Apesar de achá-lo muito triste, sempre me fazia refletir sobre “o imperdoável”. O clipe mostra uma situação que eu considerava inimaginável, o interpretava quase de maneira literal e sentenciava: isso é mesmo imperdoável!
Para minha tristeza e choque de realidade acerca da natureza humana, outras coisas me disseram: “é imperdoável”.
Uma filha que mata os pais: é imperdoável.
Um pai que joga a filha pela janela: é imperdoável
Entre tantas atrocidades que são noticiadas todos os dias, eu cri que existem coisas que são imperdoáveis, e mais: considerei que pessoas que praticam tais ações são imperdoáveis. As músicas também colocam no outro a etiqueta de  “o imperdoável”
Até o dia em que percebi que também fazia coisas imperdoáveis aos olhos de outras pessoas, portanto eu também era imperdoável.
E agora, como ser perdoada? Como viver  bem sabendo que sou imperdoável?
Você já se sentiu “imperdoável” ? E o que fazer  para receber o perdão?
Não sei você, mas pra mim a percepção de ser imperdoável e receber perdão veio ao mesmo tempo. Eu soube que era imperdoável no momento em que percebi que  havia sido perdoada.
Fui colocada diante de um espelho, vi que era um ser tão doente quanto os outros que eu julgava. Ele me mostrou quem eu sou, o que mereço e assim que enxerguei o castigo que merecia,  me apropriei do perdão oferecido.
Até então eu era a vítima de um  mundo cruel, os outros é que eram “os imperdoáveis”.

 “Verdadeiramente Ele tomou sobre si as minhas dores e as levou, Ele foi transpassado por causa dos meus erros, o castigo que me trouxe a paz estava sobre Ele, e pelas suas feridas fui curada.”