domingo, 2 de outubro de 2022

A sétima profecia e o aborto

 



Ouvi falar do filme “A sétima profecia” (1988) na adolescência, alguém assistiu e me contou. Fiquei super interessada, após a sinopse conto o motivo.

 

Sinopse: Ao redor do mundo estão aparecendo sinais do fim dos tempos, assim como está no Apocalipse, que parecem estar vindo com o surgimento de um misterioso andarilho. Padre Lucci (Peter Friedman), um emissário do Vaticano, tem a missão de investigar as ocorrências e as considera como fatos normais. Entretanto Abby Quinn (Demi Moore), uma jovem americana, tem razão para temer que elas são reais, já que o desenrolar dos eventos pode significar desgraça para o filho dela, que ainda está para nascer. Abby está determinada a fazer qualquer coisa para evitar o fim do mundo, inclusive dar sua vida, pois este foi o desafio que lhe fez o andarilho.

 

Após ouvir que uma mãe daria a vida por seu filho fiquei impressionada, sempre achei algo sobrenatural alguém dar a sua vida por outra pessoa. Demorou um tempo para que conseguisse assistir ao filme, tive que esperar uma reprise na tv, já que naquela época não existia internet como hoje. Quando assisti, fui ler a passagem bíblica que o filme usa. É claro que a intenção do filme hollywoodiano não era pregar a Palavra, sempre soube. É uma obra de ficção que como tantas outras, usa passagens bíblicas em seu roteiro. Vamos ler a sétima profecia bíblica:

 

Então apareceu no céu um grande sinal: era uma mulher vestida de Sol, com os pés pousados sobre a Lua e com uma coroa formada por doze estrelas na cabeça. Estava grávida, e já com as dores de parto, e gritava na ânsia de dar à luz.

E apareceu um outro sinal em que um dragão vermelho se apresentava com sete cabeças e dez chifres; e em cada cabeça tinha uma coroa.  Com a cauda arrastou para trás de si um terço das estrelas do céu, lançando-as sobre a Terra. E colocou-se na frente da mulher que ia dar à luz, pronto para devorar a criança logo que nascesse.

Ela teve, com efeito, um filho, o qual mais tarde haveria de governar todas as nações com uma vara de ferro. E o menino foi logo arrebatado para Deus, para junto do seu trono. Quanto à mulher, fugiu para o deserto, onde Deus lhe preparou um lugar, cuidando dela durante 1260 dias.

E deu-se uma guerra no céu. Miguel e os anjos sob a sua responsabilidade lutaram contra o dragão e contra o seu exército de anjos.  O dragão perdeu a batalha e foi expulso do céu.  Ele é a antiga serpente, conhecida com o nome de Diabo, ou Satanás, aquele que engana o mundo inteiro. E foi assim lançado para a Terra, mais os seus demónios.

Ouvi depois uma voz clamando através do céu: “Aconteceu enfim! A salvação final, o poder e o reino de Deus, assim como a autoridade de Cristo manifestaram-se. O acusador dos nossos irmãos foi atirado do céu para a Terra, esse que os acusava dia e noite. Mas eles venceram-no pelo sangue do Cordeiro, e com o poder do seu testemunho; pois puseram de lado o amor às suas próprias vidas a ponto de morrerem. (Ap 12: 1-11)

 

Não sou especialista em escatologia, e mesmo sem compreender na época o que significava, a imagem que essa passagem trouxe me impactou tanto quanto o filme. Fiquei imaginando como seria o mundo se mais pessoas estivessem dispostas a salvar vidas, e ainda com a sua própria vida. Recentemente assisti novamente ao filme e ainda sinto o impacto emocional de ver uma mãe disposta a dar sua vida para salvar o filho, mesmo sendo ficção.

O Talmud diz “Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”, há passagens bíblicas que falam sobre dar a sua vida por alguém, aliás o exemplo é do próprio Cristo.

Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.” (1 Jo 3:16)

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. (Jo 15:13)

“A morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade; eis porque nunca pergunto por quem dobram os sinos: é por mim. Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo. John Donne

Tal como o poeta inglês sinto-me diminuída em minha humanidade quando morre um semelhante. No entanto não sei se seria capaz de gesto tão nobre como dar a vida por alguém. Sempre considerei uma atitude de extrema grandeza dar a vida por outra pessoa.  Um sacrifício do qual Cristo nos deixou como exemplo, mas poucos seguem. Atualmente o que mais vemos é o contrário, pessoas matando, tirando a vida de outras, mães que matam seus bebês antes de nascer, médicos que juraram lutar pela vida ser agentes da morte!

Vejo no aborto, o dragão, o Inimigo que vem para ceifar vidas; pois Ele é a anti vida, a Morte.

O cardeal Robert Sarah afirmou: “Abortar é a maior tragédia do nosso tempo, e a causa pró-vida faz parte da batalha final entre Deus e satanás”.

A batalha final nesse mundo está entre a vida e a morte de bebês!