sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Feminazi


Sei que parece óbvio que o termo “feminazi” é a junção de feminismo + nazismo. O que não parece tão obvio é o motivo da ligação entre esses movimentos.
Em minha última publicação Análise do discurso falei entre outras coisas sobre o eufemismo na representação de ideologias.
A eugenia foi uma ideologia forte no século XIX e início do século XX, e foi o alicerce do movimento nazista. 
Atualmente a ideologia feminista é bem marcante e tem como base o movimento pró-aborto/escolha.
Alguns eufemismos para assassinato de bebês e eugenia: planejamento familiar, controle demográfico /populacional e controle da natalidade.
Esses termos são usados para definir politicas públicas para controlar o crescimento da população e frear a reprodução.
Uma das coisas mais difíceis para eu aceitar quando comecei minhas pesquisas sobre aborto foi o fato de ter pessoas e entidades dedicadas ao controle populacional de forma intensa, resultando em genocídio.
Muitas dessas entidades estão ligadas ao governo que infelizmente financia o aborto e a esterilização.
É de conhecimento público a intenção de Adolf Hitler limitar a população mundial e formar uma nação pura. 
Margaret Sanger fundadora da maior empresa de abortos dos EUA, a Planned Parenthood, apoiou abertamente o plano nazista para a engenharia genética da população alemã, defendia publicamente a eliminação de "ervas daninhas humana” e a "purificação da sociedade”.
 M. Sanger também organizou o "Projeto de Negro", um programa destinado a eliminar os membros que ela acreditava ser uma "raça inferior". Dizia que os negros se reproduzem de forma descuidada e desastrosa, gerando assim o aumento da população negra. Considerava que os brancos são mais inteligentes e aptos, devendo ser a maioria.
O termo genocídio é muito associado ao nazismo. Quantas vezes você já foi informado de que Adolf Hitler matou 6 milhões de judeus no Holocausto?  Mas porque a morte de 7 milhões de bebês ninguém chama de genocídio?
Bem, creio que ficou clara a ligação entre aborto/feminismo com a eugenia/nazismo. Margaret Sanger é a versão feminina de Hitler e o feminismo é a versão contemporânea do nazismo. Um matava judeu, a outra (ainda) mata bebês. Resumindo, apoiar o aborto é apoiar indiretamente a eugenia/racismo/nazismo.
Talvez exista alguma vertente do movimento feminista que não seja favorável ao aborto, ainda não conheço.


P.S: Você pode não concordar com esse artigo, é um direito seu. Mas recomendo que pesquise sobre as informações listadas antes de cair na tentação de refutá-lo. Mesmo porque não vou entrar em debates.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Análise do discurso

As palavras servem para comunicar ideias, sentimentos e pensamentos, muitos utilizam recursos para ocultá-los ou dissimulá-los. Nem sempre as intenções na comunicação são explícitas, existem recursos como, por exemplo, as figuras de linguagem.
As figuras de linguagem são excelentes para a Estilística, mas para o discurso ideológico nem tanto. O problema é que muitos não percebem o que está embutido nesses recursos, ideologias disfarçadas de estilística.
Tem gente com graduação, pós e mestrado que não entende figuras de linguagem. Vejo isso na rede social, ironias (consiste em dizer o contrário do que se pretende) e metáforas (é a comparação de palavras em que um termo substitui outro) levadas ao pé da letra.
Algumas vezes os autores dos textos precisam se explicar, pois foram mal interpretados, fruto do analfabetismo funcional que assola nosso país.
Um dos recursos dos mais utilizados é o eufemismo (que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão), algumas vezes tenho dúvidas em relação à intencionalidade do uso. O fato é que muitos não se dão conta do pacote comprado com uma simples expressão/palavra.
Vou usar o exemplo do qual tenho mais conhecimento.
Aborto (interrupção da gravidez) é um eufemismo para o assassinato de bebês, recentemente o assassinato de bebês ganhou outro eufemismo, mais sofisticado para encobrir o assassinato: direito reprodutivo.
Eufemismo é uma forma de tentar amenizar um fato utilizando palavras/expressões mais suaves, que parecem atenuar algo ruim. Afinal é melhor usar o termo aborto, pois assim ninguém é assassino!

Quer mais exemplos?
O MST invade ou ocupa terras?
Um homem de 35 anos que se relaciona com uma moça de 16 anos, é namoro ou pedofilia?
Não seja ingênuo, palavras/expressões definem ideias, o vocabulário evidencia ideologias.
Preste atenção ao que lê e ao que fala/escreve.


P.S: Etimologia/origem da palavra Aborto
     A palavra aborto tem origem etimológica no latim abortus, derivado de aboriri ("perecer"), composto de ab ("distanciamento", "a partir de") e oriri ("nascer"). O aborto é a interrupção de uma gravidez, e consiste na remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras.
    

P.S 2:
A Análise do Discurso é uma ciência que consiste em analisar a estrutura de um texto e, a partir disto, compreender as construções ideológicas presentes no mesmo. O discurso em si é a construção linguística junto ao contexto social onde o texto se desenvolve. Ou seja, as ideologias presentes em um discurso são diretamente construídas e influenciadas pelo contexto político-social em que o seu autor está inserido. (CHARAUDEAU, P.; MAINGUENEAU, D. Dicionário de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto, 2004.).


P.S 3: A repetição da expressão “assassinato de bebês” foi proposital para evidenciar a posição Pró-Vida. 


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mulher Maravilha, princesa e guerreira


Breve resumo


O filme conta a história da princesa Diana, semideusa que nasceu e cresceu na ilha de Themyscira, chamada de Ilha-Paraíso. Diana ainda pequena é a única criança numa ilha habitada exclusivamente por mulheres amazonas e guerreiras. Ela pensa que foi criada a partir do barro (já ouvi isso em algum lugar antes), não sabe que é filha de Zeus e Hipólita. A jovem princesa se depara com um homem pela primeira vez ao salvar o piloto americano Steve Trevor. Estamos na Primeira Guerra Mundial e por uma questão de princípios, a jovem deixa a ilha para tentar acabar com a guerra.
No mundo dos homens, ela se depara com a dualidade da natureza humana. E na tentativa de ajudar a humanidade, Diana amadurece como guerreira e descobre sua identidade enquanto segue a guerra.

Minha opinião

 

Diante de tantos filmes de super-heróis feitos nos últimos anos, Mulher-Maravilha é mais que uma adaptação de HQ para a telona, era o filme que faltava. A cultura pop há tempos o aguardava, a última mulher maravilha que tivemos foi há 40 anos. A nova geração, que não teve o privilégio de ver Linda Carter na telinha, agora vê Gal Gadot na telona. O filme tem uma boa história, ação, humor e romance. São tantas cenas que eu gostaria de esmiuçar, mas o espaço é curto. 

Cenas que merecem destaque


A pequena Diana é uma fofura, aparece desde a infância decidida, forte e doce.
A cena em que Diana vê um bebê retrata a feminilidade, o interesse natural da mulher por bebês (sim, eu acredito nisso).
A cena no barco em que ela diz “Eu sou o homem que pode”, retrata o lado forte e decidido da princesa.

Diana, a mulher


Diana é mulher com inúmeras habilidades. Além de exímia guerreira, é culta, domina diversos idiomas, estudada em várias áreas do conhecimento, tem carisma, possui inteligência emocional, coragem, otimismo, benevolência e firmeza moral (ela sabe muito bem em que acredita e o que quer). Não tem uma beleza física estonteante, mas o conjunto de adjetivos a torna encantadora. Uma combinação harmoniosa de amor e justiça (também já vi isso antes).

Mulher Maravilha e o feminismo


O feminismo tem reivindicado o sucesso do filme pelo empoderamento da protagonista. Ainda que o filme represente as mulheres, ele não levanta a bandeira desse movimento.
Diana é advertida sobre o “mundo dos homens”, sua mãe diz que eles não a merecem. No entanto, a princesa salva, protege e faz parceria com o primeiro homem que conhece.
O filme parece mostrar uma reconciliação entre os gêneros, uma espécie de complementariedade entre os sexos (parece familiar essa expressão).
Essa mulher maravilha é doce, tem compaixão e é o altruísmo que a move. Ela ajuda seu companheiro a ser um homem melhor e ele por sua vez se mostra protetor e retroalimenta suas qualidades. Além do mais uma mulher precisa de um homem sim, mesmo sendo uma heroína, princesa, guerreira e semideusa!

No livro oficial sobre Mulher-Maravilha - Wonder Woman: The Art and Making of The Film -, Zack Snyder, que é produtor e ajudou a criar a história do filme, revela que Steve Trevor (Chris Pine) quase ficou de fora do longa, palavras do diretor:

"No começo discutimos se deveríamos ou não trazê-lo para a história. Steve está tão conectado à mitologia que depois de debater percebemos que assim como a Mulher-Maravilha precisa de Steve, nós precisamos de Steve. Precisamos ser capazes de olhar para Mulher-Maravilha com os olhos do público. E é interessante que esses olhos sejam o de Steve, já que ele representa o status quo. Ele também precisa ser transformado pela Mulher-Maravilha. Ele precisa ver o mundo pelos olhos dela e então se tornar um herói por si só, inspirado por ela".




P.S: Gostaria de explorar as referências bíblicas, filosóficas e artísticas que encontrei, mas acho que essas referências merecem um texto à parte. Quem sabe?!