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domingo, 14 de agosto de 2022

Querido Meteoro:

 



Estamos em 2022 D.C aqui na Terra. As coisas continuam difíceis, aliás só piora.

Papai mandou eu fazer hora extra enquanto você não chega.

Essa mensagem é para te colocar a par da situação, quem sabe sabendo do que acontece, você não se anima em chegar logo?!

Bom, aqui o cachorro mija no poste.

As mães lutam pelo direito de matar seus próprios filhos. E os filhos matam os pais.

Os animais têm mais direitos que os humanos e têm humanos que dizem preferir eles, os animais a outros humanos, seus semelhantes.

Aqui também além de desejar a morte do seu semelhante, também há comemorações quando essa morte ocorre.

Os assassinos são vistos como heróis, ganham filmes, séries e diversas outras homenagens. Tem até um que virou grife.

Os trabalhadores perdem gradativamente seus direitos e a dignidade.

A estupidez tem grande audiência na mídia, internet e redes sociais; tudo com um amplo repertório "cultural" (de massa).

Essa nova cultura cheia de "influencers" tenta eliminar o passado, apagar a História e cancelar grandes obras e autores.

Não sei por quanto tempo nós, os atrasados, retrógrados e neanterdais vamos resistir a esses ataques constantes.

O Papai disse que não poderíamos saber sobre o momento exato, mas sinto que está próximo.

Então, até breve!

Teologia Lulu Santos

 


"Vamos viver tudo que há pra viver. Vamos nos permitir."

Típico clichê de juventude, querer aproveitar o máximo a vida, o tal do "carpe diem ". Viver de forma irresponsável, sem pensar nas consequências e no próximo.

Durante um tempo da minha vida eu vivi assim.

Hoje, madura e cristã, percebo o quão nocivo é essa conduta.

E eu...

"Já não tenho dedos pra contar

De quantos barrancos despenquei

E quantas pedras me atiraram

Ou quantas atirei

Tanta farpa, tanta mentira

Tanta falta do que dizer

Nem sempre é ‘so easy’ se viver

Hoje eu não consigo mais me lembrar

De quantas janelas me atirei

E quanto rastro de incompreensão

Eu já deixei

Tantos bons quanto maus motivos

Tantas vezes desilusão."

Apesar de tudo, encontrei o Amor ou Ele me encontrou, fui resgatada pela Verdade, curada de mim.

E...

"... o teu Amor me cura

De uma loucura qualquer

É encostar no seu peito

E se isso for algum defeito

Por mim tudo bem."

Alguns dizem que a religião é uma muleta, talvez seja, tudo bem.

O importante é que deixei o "carpe diem" e agora vivo o "Coram Deo".


domingo, 29 de maio de 2022

Truman

 


Pessoas elegantes omitem suas reais intenções

Acham que não dizer verdades é poupar sentimentos alheios

Dissimular é chique

Coisa de gente ultra educada

Só que não!

Não pra mim

Que leio olhares

Interpreto gestos

E conheço bem a dissimulação

No meio deles

Sinto-me Truman

Não quero um show

O espetáculo da dissimulação

Não me é agradável

Sinto o cheiro

Sei o que estão me escondendo

Nesse mundo fabricado

Espero a verdade

Em vão

Sem transparência

Continuam com o show

A protagonista sou eu

Não quero

Não gosto

Saiam da minha vida

Ou eu saio do show

Caso a gente não se veja mais:


Bom dia, Boa tarde e Boa noite!


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Necessidades

 

Era uma vez uma garotinha de sete anos que estava no primeiro ano da escola. Era uma menina comportada e sabia que devia obediência à professora.

Num certo dia, no meio da aula sentiu vontade de fazer xixi. Levantou a mão e pediu à professora para ir ao banheiro. A professora disse não. Passou alguns minutos, a vontade apertou, ela pediu novamente. A professora pediu para esperar mais um pouco. Após mais alguns minutos, já bem apertada, pediu novamente. A professora disse que a aula estava quase acabando e não deixou. A menina sem coragem de desobedecer a professora tentou ao máximo segurar, logo em seguida, fez xixi nas calças, na sala de aula.

A professora quando viu, disse de forma enérgica: "Porque não disse que estava apertada?!!!!"

Essa situação aconteceu comigo, trago como lição. As pessoas dão sinais de suas necessidades, de diversas formas. Algumas de forma tímida, outras berram, outras ainda nem falam, comunicam de forma velada. Cada um do seu jeito, conforme sua personalidade.

Pode ter pessoas do seu lado tentando se comunicar contigo.

Você ouve/vê as necessidades das pessoas ao seu redor? Às vezes só percebemos quando é tarde.



Servir

 

Você quer servir ao Senhor?

Vejo muita gente dizendo que quer fazer missões e não percebe que temos todos os dias essa oportunidade.

Estamos servindo ao Senhor, servindo ao próximo.

Às vezes parece que de tão simples não é missão, mas é.

Deus nos concedeu inúmeras coisas para servir ao próximo, basta você perceber a oportunidade e saber usar aquilo que lhe foi dado.

É preciso conhecer seus pontos fortes, conhecer suas características que podem ser de auxilio para alguém , autoconhecimento é fundamental.

Se você tem um carro, você pode dar uma carona para alguém do seu trabalho, ou se oferecer para levar seu vizinho para algum lugar que necessite.

Você é uma pessoa com paciência, você pode ouvir mais as pessoas, hoje em dia, nessa correria que vivemos, ninguém mais ouve ninguém. Tem tanta gente que gostaria de desabafar com alguém que não julgue, não jogue na cara depois seus segredos.

Se você possui alguma habilidade manual, pode ajudar alguém com seu talento.

Se você possui certo conhecimento, não guarde pra si, passe seu conhecimento adiante.

Existem tantas maneiras de servir à Deus, servindo ao próximo.

Preste atenção em seus dons e talentos e use-os.

Perceba as oportunidades no dia a dia, tem sempre alguém que pode se beneficiar de algo que você possui.

E faça sempre para a glória de Deus e não para seu próprio bem estar. O nome de Jesus deve estar acima do "Faço para me sentir bem".

Boas obras não é para você se sentir bem, para achar que é bonzinho, é para honrar o nome do Salvador.

“Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Carolina e o milagre da multiplicação

 


Carolina Maria de Jesus foi uma escritora, compositora e poetisa brasileira, conhecida por seu livro "Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada" publicado em 1960. Foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes do país.

Apesar de “Quarto de Despejo” ser a obra mais conhecida, Carolina tem diversos outros livros, tanto em prosa como poesia. Além de músicas de sua própria autoria.

Obras Escritas: Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada (1960), Casa de Alvenaria (1961): Diário de uma ex-Favelada. Pedaços de Fome (1963). Provérbios (1963)

Obras Escritas (Póstumas): Diário de Bitita (1977), Um Brasil para Brasileiros (1982), Meu Estranho Diário (1996), Antologia Pessoal (1996), Onde Estaes Felicidade (2014), Meu sonho é escrever – Contos inéditos e outros escritos (2018).

Obra fonográfica: Quarto de despejo (1961) RCA .

Como atriz: atuou no documentário alemão: “Favela: a vida na pobreza” (1971)

Por ter uma obra tão rica, que retrata a luta de tantos brasileiros de forma sensível e inteligente, Carolina foi tema de outras obras, no cinema, TV e literatura.

No ano seguinte ao lançamento de Quarto de Despejo, 1961, Carolina teve seu livro adaptado para o teatro. A peça "Quarto de despejo" estreou no dia 27 de abril de 1961, no Teatro Bela Vista, em São Paulo. Ruth de Souza representou o papel de Carolina.

O sucesso de Quarto de despejo, o livro, motivou Quarto de despejo, o disco, no mesmo ano da peça. A escritora mineira Carolina Maria de Jesus, gravou pela RCA, músicas que ela mesma compôs. O raro LP pertence ao Acervo José Ramos Tinhorão, sob a guarda do IMS.

Em 1971, a alemã Christa Gottman-Elter dirigiu o documentário Favela - Das Leben in Armut (Favela, a vida na pobreza). A exibição desse documentário no Brasil teria sido vetada pelo então embaixador brasileiro em Berlim. O Instituto Moreira Salles, adquiriu uma cópia do filme, restaurou e legendou. Foi exibido pela primeira vez no Brasil, por ocasião do centenário de nascimento da escritora, em 14 de março de 2014

Em 1983, foi ao ar o Caso Verdade "Quarto de despejo - de catadora de papéis à escritora famosa", exibido em março, pela Rede Globo.

Em 2003, tivemos o documentário Carolina, com Zezé Mota. O filme recebeu o prêmio de melhor curta documentário no Festival de Cinema de Gramado.

Em 2014 é lançado o documentário “Vidas de Carolina”, dirigido por Jéssica Queiroz Contemplado pela sétima edição prêmio Criando Asas, Vidas de Carolina conta a história de duas mulheres que sobrevivem da coleta de resíduos recicláveis. O documentário foi inspirado na vida da Carolina. Relatos de familiares da escritora e trechos do livro “Quarto de Despejo” conectam as três historias.

Em 2019 o Sesc São Paulo apresentou a peça “Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus”. O monólogo conduzido ora em primeira pessoa ora em terceira, ressalta a imagem de Carolina como uma pessoa que compreendia profundamente as questões políticas e sociais de sua época.

A obra de Carolina caiu no gosto popular da nova geração e tem sido lançado diversas biografias em diferentes formatos.

Carolina: uma biografia (2018) de Tom Farias é a mais recente. Há também biografias em quadrinhos tanto para o público adulto quanto para o infantil.

Carolina virou marca, grife. Seu rosto estampa camisetas, canecas, almofadas etc. Podemos encontrar inúmeros trabalhos acadêmicos baseados em sua vida e obra.

Para o Carnaval de 2021, a escola de samba Colorado do Brás, do Grupo Especial de São Paulo, terá como tema a história de Carolina de Jesus. O enredo é assinado pelo carnavalesco André Machado e tem o título Carolina: A Cinderela Negra do Canindé.

Provavelmente Carolina não imaginava os desdobramentos de sua primeira obra. Como um livro se transforma em música, peça de teatro, documentário, programa de TV e quadrinhos?

A autobiografia de Carolina de Jesus deu origem a outras obras, em outras linguagens. A literatura tem um bom diálogo com as outras artes. E podemos fazer uso desse diálogo para enriquecer a cultura, expandir uma obra literária, fomentar outras expressões artísticas e propor novos diálogos.

Questões:

Como todas essas obras dialogam?

Qual a relação da história pessoal da Carolina com a História? E com a nossa história pessoal? E com a história atual?

Podemos identificar bem os acontecimentos históricos no tempo e espaço/local lendo a obra? E também no acesso as suas múltiplas adaptações/releituras?

O que todas essas obras têm em comum, além da história pessoal da Carolina?

É possível identificar na obra escrita as inspirações para a obra fonográfica?

O que fez de “Quarto de despejo” um sucesso?

Você acha que sua história pessoal renderia uma boa obra?


terça-feira, 6 de outubro de 2020

Contra a maré

 


Andar na contra mão do sistema, pensar diferente da maioria requer coragem.
Coragem para continuar enquanto te atiram pedras, coragem para não desistir diante dos leões.
A coragem, como alguém já disse não é ausência de medo, e sim enfrentá-lo.
Coragem para seguir  apesar dos obstáculos, das nossas fraquezas.
Para se enfrentar o medo é preciso ter fé, confiante de  que está na direção certa, apesar das pessoas a sua volta dizerem ao contrário.
É fácil desanimar quando tudo diz que não,
Mas é bem nesses momentos em que nosso caráter é fortalecido, sendo persistente.
O tempo e as suas ações serão aliados em sua vitória.
Ter a garra e a determinação de não se deixar levar pelas "leis do mundo" é para poucos.
Defenda seus ideais com o compromisso de manter firme os seus valores.
A arte da vida consiste em cumprir seus propósitos sem corromper seus princípios.
"Não imitem o comportamento e os costumes deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma mudança em seu modo de pensar, a fim de que experimentem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para vocês." Romanos 12:2


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

IDENTIDADE II

 


Ser quem somos é uma das guerras que a vida nos impõe.

A covardia existencial e uma identidade preguiçosa nos leva a se conformar com o que não deveria. Não se deixar levar requer coragem, requer um levante aos que nos dizem que somos outro. Uma batalha constante aos que nos dizem como agir ou como pensar. Granadas contra os julgamentos precipitados, bombas em direção as etiquetas que nos são pregadas o tempo todo. Uma luta permanente contra as projeções, contras as idealizações e expectativas em relação a nossa pessoa.

É por respeito à minha identidade pessoal, única e intransferível que não faço questão de participar de coletivos, grupos identitários e movimentos sociais. Não quero ser confundida com ninguém, o outro que está ali pode ter diversas coisas em comum comigo, porém não me representa em sua totalidade. Tenho minha própria cartilha, minhas próprias causas e pautas. Não quero ser identificada por algum grupo.

A única exceção é Cristo, meu Senhor e Salvador, mas isso é outro assunto.

Sua identidade está sendo fortalecida cada vez que não permite ser roubado em seu direito de ser quem é. Confesso que nem sempre tenho essa coragem, muitas vezes tenho preguiça em esclarecer “olha não foi isso que eu quis dizer” ou “a minha intenção era outra ao fazer tal coisa”, "apoio isso", "sou contra aquilo"; esse negócio de ficar se explicando não é comigo. Certa vez ouvi de uma amiga “quando você não esclarece, eu tenho o direito de pensar o que quiser”

Quer pensar errado? Pois que pense. De um jeito meio torto, essas situações acabam selecionando os amigos. É muito desgastante ter que explicar o tempo todo suas ações e palavras.

Por isso procuro escolher com critério as situações que devem ser esclarecidas, situações que coloquem em jogo minha identidade ou relações muito preciosas. Porque eu bem sei que nem sempre sou o que os outros pensam. E a única coisa que posso dizer às pessoas que me idealizam é: sinto muito. Simplesmente não posso deixar de ser quem sou em favor do que os outros pensaram ou que gostariam que eu fosse.


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

“NÃO É UMA PESSOA”

 


Na época da escravidão, o argumento era que “preto não tem alma, não é pessoa”.

No holocausto nazista, o argumento para dizimar o povo era o mesmo: “judeu não é gente”.

Hoje, ao olhar para o passado creio que quase todos concordam que os argumentos eram absurdos.

Mas é exatamente isso que fazem as pessoas que justificam o assassinato de um bebê na barriga da mãe.

Toda essa polemica na verdade se resume em uma única coisa: reconhecer a humanidade no outro.

“Não é uma pessoa.”

Até quando vão usar esse argumento estapafúrdio para tirar uma vida?

Espero que em breve reconheçam o bebê como um ser humano, uma pessoa; assim como reconheceram que negro e judeu também são pessoas.

Espero que reconheçam o quanto antes para que o genocídio de bebês inocentes não ultrapasse a soma de negros escravizados e judeus na câmara de gás.

Não importa quantos argumentos a militância use para justificar o injustificável.

Tudo isso é cegueira diante do fato incontestável de que o bebê é uma vida humana.

E um dia (espero) a humanidade sentirá vergonha dessa declaração.

 


terça-feira, 25 de agosto de 2020

Identidade e coletivismo

 


 Às vezes tenho a impressão que vivemos uma espécie de guerra na rede social e me parece uma guerra no estilo juvenil.

Nos tempos de ginásio para muitos, pertencer a um grupo importava mais do que ter uma opinião sensata, a questão da aceitação era muito forte, já que estávamos em formação.  E havia muitos grupos, tribos, que em alguns momentos entravam em guerra (não declarada). Como os "nerds" magrinhos sobreviviam? Juntando-se, pois assim tornavam se menos vulneráveis aos fortões arrogantes. e desse modo  diversos grupos eram formados. Alguns bem óbvios, outros nem tanto.

É assim que as pessoas em ambientes hostis sobrevivem, juntando-se, e depois de um tempo não pensam mais no que estão fazendo, não pensam mais em suas convicções e crenças– porque precisam proteger-se mutuamente, proteger-se dos ataques, e em bando isso fica mais fácil.

Tal como os adolescentes, vejo adultos formando panelinhas, gangues virtuais. Pertencer a um grupo parece fazer parte da nossa natureza, seja qual for a fase da vida. O problema é quando abrimos mão das nossas convicções em nome desse pertencimento. Às vezes de forma muito sutil, tão sutil que nem percebemos somos arrastados para um grupo, um certo de jeito de pensar e agir porque nossos amigos estão lá. Mesmo sem concordar totalmente ou compreender de fato o que tal questão significa, vamos a eventos e participamos de movimentos/comunidades porque nossos amigos estão lá e queremos estar junto com eles. Adotamos causas que não adotaríamos sozinhos, damos credibilidade a informações com base na confiança do amigo que passou tais informações e aceitamos opiniões de supostas autoridades no assunto; "fulano fez curso disso, ele sabe do que está falando" (nem sempre cara pálida).

Até que surge uma boa controvérsia que põe em xeque nossas convicções e claro, também as amizades, afinal a "thurma" aceitaria um vira casaca? Continuariam amigos se disséssemos que não concordamos com eles?

Até que ponto você manteria suas convicções perdendo relacionamentos?

Até que ponto você abdicaria das suas convicções para manter relacionamentos?


terça-feira, 28 de julho de 2020

Charles e Vincent


 

Você já se imaginou sentado ao lado de Vincent Van Gogh na igreja ouvindo um sermão de Charles Spurgeon? Sim, essa cena já aconteceu.

Provavelmente as pessoas ao redor não imaginavam quem seria aquele homem. Spurgeon já era um pregador famoso como muitos que temos e Van Gogh era o cara esquisito que colocou na cabeça que era artista. Charles Spurgeon é muito mais reconhecido hoje que na época em que pregava e Vincent Van Gogh se tornou um dos maiores artistas do mundo, talvez o maior.

Já parou para pensar que você pode estar se relacionando, ou que já conversou, esbarrou com alguém no seu dia a dia e daqui há 50/100 ou 200 anos esse alguém será muito reconhecido?

O tempo põe tudo no seu devido lugar, não desprezem as pessoas, não sabemos com quem nos encontramos, com quem conversarmos, quem de fato são as pessoas que temos contato. Nós não sabemos o que há na história delas, seus anseios, suas angústias. Não sabemos o que tem dentro de uma pessoa, podemos estar diante de uma grande alma. E sem se dar conta você encontrou pérolas, pessoas especiais.

Pense nisso na próxima vez que se encontrar ou conversar com uma pessoa qualquer, pois uma pessoa qualquer no fundo nunca é uma pessoa qualquer.

 

“Não existem pessoas comuns. É com os imortais que nós fazemos piada, trabalhamos e casamos; são os imortais aqueles a quem esnobamos e exploramos.”

 C. S. Lewis

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Quarentena




48º dia

Ainda estamos sob a vigilância da Convid-19.
O vírus chinês tem pautado nossas vidas, a pandemia nos controla. O Estado conseguiu colocar-nos uns contra os outros. Viramos algozes de nós mesmos. Não podemos mais sair de nossas casas, somos vigiados pelo Estado, pelos amigos e família. Qualquer passo fora do cronograma, podemos ser denunciados e linchados na praça pública das redes sociais.
O autoritarismo vive seus dias de glória. Estamos vivendo ao mesmo tempo: “1984”, “Admirável Mundo Novo” eA peste”.
As pessoas comuns são presas quando não seguem as regras, os criminosos são soltos para cometer mais crimes e os governantes usam o vírus para roubar a população.
A mídia manipula mais do que nunca as informações. O ministério da Verdade engana muitos e confundem outros.
As redes sociais estão intragáveis, nem mesmo meu excelente senso de humor é capaz de suportar. Uma parte da população minimiza a peste, outra parte está em pânico e descontrolada.
As pessoas estão insanas, tornaram-se monstros culpabilizando as vítimas, debochando dos mortos e ferindo a dignidade daquele que discorda.  
Preferi ficar um pouco alienada para preservar o mínimo de sanidade mental e saúde emocional.
Foram mais de 200 mil mortes no mundo, 10 mil no Brasil e 100 mortes na cidade.
É tanto absurdo que escolhi me refugiar no sótão da solitude.
Aguardando o socorro do Senhor.


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Cansada




Estou cansada.
Há tanto tempo ouço as dores!
As vozes da cidade dos homens
parecem intermináveis.
Sobrevivo... Há tanto tempo!
Cansada da maldade;
do linchamento moral,
da morte de inocentes.
Cansada da injustiça,
da falta de compaixão e misericórdia.
Do assassinato de reputações.
Da era dos extremos.
São como cacos de vidro perfurando os olhos
Abaixo as pálpebras
A banalidade do mal e da vida
Continuam penetrando olhos e ouvidos
Cansada do não pertencimento
Anseio pela Cidade de Deus

sábado, 18 de abril de 2020

Peregrina



Nem ateia, nem fariseia.
Nem minion, nem socialista.
Nem preta, nem branca.
Nem direita, nem esquerda.
Nem reaça, nem comuna.
Quem sou?
Para os tradicionalistas, sou liberal.
Para os liberais, conservadora.
Para os esquerdistas, sou reaça.
Para os reacionários, isentona.
Não sou de lugar nenhum.
Não faço parte de coletivismo ideológico.
O que sou?
Uma amante das Letras e da Palavra.
Sobretudo uma miserável pecadora.
Perdoada e amada por Cristo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Nós e eles




É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse direita e esquerda
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse Corinthians e Palmeiras
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse feminazi ou o patriarcado opressor
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse coxinhas ou petralhas
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse conservador e liberal
Como se não houvesse comuna ou reaça
Como se não houvesse...

Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há

Somos menos do que uma gota d'água
Somos menos que um grão de areia
Você me diz que "eles" não entendem
Mas você não os entende também

Você culpa seus opositores por tudo, isso é absurdo.
São crianças como você
E o que você vai ser
Quando você crescer?

sábado, 7 de dezembro de 2019

Nem preta, nem branca




Preta, preta, pretinha
🎶🎵🎶🎵🎶🎵🎶🎵🎶🎵
Não, não sou não
Sou mestiça
Nem preta nem branca
Muito pelo contrário.
Não sou papel,
Mas sou parda sim
Sou essa mistura brasileira
Negro, mameluco, cafuzo
Mulata, cabocla, criola
Tudo isso é Brasil
Nação de infinitas misturas
Europeus, negros e americanos
Asiáticos, africanos e índios
Temos japonês loiro
Temos negro japonês
As misturas mais lindas
Essa brasileiridade sou eu.
Sou morena
Nem preta nem branca
Muito pelo contrário
Sou multicor
Sou brasileira.


sábado, 18 de maio de 2019

Escrever é sangrar.


Tenho pensado como a democratização da escrita tornou a atividade banal e pouco valorizada, situação agravada com as redes sociais. Hoje em dia, qualquer um pode se dizer escritor. Inclusive há diversos escritores/poetas de rede social que tem livros publicados.
Por azar, temos leitores com pouca habilidade para discernir o que é "isto ou aquilo". A deficiência na educação e cultura gerou leitores anoréxicos, não conseguem avaliar uma obra literária fruto de "inspiração e transpiração" daquela fortuita. Também o hábito de leitura mudou, lê se mais, porém a qualidade dos textos tem piorado.
A arte da escrita está banalizada, é um fato, prova disso são os inúmeros livros de (sub) celebridades que nada têm a dizer e enchem as páginas com clichês ultrapassados e besteirol. Eles têm como aliados além das redes sociais, os programas de TV e a fama, mas talento literário de fato está escasso. Para comprovar o que digo basta visitar uma livraria e observar a seção "lançamentos" e a de "mais vendidos".
São livros rasos, que visam o lucro e mais fama, conteúdos superficiais para gente superficial. Essa geração mimada da sociedade líquida ainda não entende que uma boa escrita é feito de sangue, suor e lágrimas.
 Escrever é sangrar.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

A referência da masculinidade




Com a crise de masculinidade que assola a sociedade, como reconhecer um homem de verdade?
Como diferenciar o Homem do "homem" (gênero masculino)?
O verdadeiro homem protege e cuida das mulheres.
Não só de sua companheira/namorada/noiva /esposa, mas também da sua mãe, das irmãs, amigas, irmãs em Cristo e todas as outras.
Um homem de verdade protege e cuida das mulheres não só fisicamente, com sua força; mas também financeiramente, emocionalmente e espiritualmente.
Um "homem" que brinca com os sentimentos de uma mulher, é qualquer coisa, menos homem.
Um "homem" que bate em mulher, é qualquer coisa, menos homem.
Um "homem" que explora uma mulher, é qualquer coisa, menos homem.
Um "homem" que agride emocionalmente/psicologicamente uma mulher, é qualquer coisa, menos homem. 
Um "homem" que não assume suas responsabilidades, como a paternidade, por exemplo, é qualquer coisa, menos homem.
Para ser homem de verdade não basta ter barba, órgão genital masculino ou qualquer outro atributo considerado do gênero masculino.
É preciso saber reconhecer seu papel no mundo.
É preciso agir conforme os propósitos pelo qual foi criado.
É preciso olhar e seguir o modelo do Homem.



sexta-feira, 27 de julho de 2018

Suicídio: Por que você não se mata?




“Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder a questão fundamental da filosofia”. Albert Camus

Essa é uma questão filosófica, que envolve o sentido da vida. Toda pessoa deveria pensar e responder essa pergunta. Todos os dias pessoas cometem suicídio. As razões são diversas; perda do trabalho, crise financeira, luto, doenças, crise afetiva amorosa. Por alguma razão o peso da vida se tornou insuportável, não enxergando mais motivos para viver ou por não conseguir uma maneira de superar os problemas, vê-se a morte como uma solução, a única saída para o absurdo da vida. Uma das razões mais comuns para o suicídio é a depressão.

Transtorno e sofrimentos psicológicos parecem se espalhar pelo ar nos nossos dias, como um vírus que contamina a vida moderna. Nossas dores se multiplicam e ganham nomes, centenas de nomes. E organizações de saúde já falam em uma epidemia de depressão. Ela é um demônio que não nos deixa levantar, que nos espreita ao meio dia, que caminha ao nosso lado como uma sombra. O que não muda nunca é o sofrimento humano, mas em um mundo hedonista não há espaço para as angustias, coisa de gente mal resolvida. Falar de melancolia é falar da dor humana e do sentido da vida.
                                                                              Luiz Felipe Pondé




O suicídio é um assunto bastante delicado e um tabu, repleto de opiniões divergentes. Há quem diga que a pessoa que tira a própria vida é covarde, fraco por não continuar lutando. Há quem diga que o suicida é corajoso por ir contra a natureza humana de preservação da vida. Não creio que essas visões abarcam a totalidade da questão. Durante muito tempo pensei em escrever sobre o assunto, sem saber como dissertar sem me expor, acho que não sei escrever sem ser autobiográfica.
Certa vez um amigo me perguntou: “Você acredita em milagres?”.
Minha resposta: “Minha vida é um milagre, toda a minha vida é um milagre. Eu vivo de milagres.”.
Poucas pessoas conhecem minha história, gostaria de contar tudo o que vivi e tornar públicas as minhas experiências. Talvez ainda não seja o momento. Por enquanto vou dando “spoilers”. Acredito no poder do testemunho e tornarei pública minha experiência com o suicídio.
A tristeza se fez presente muito cedo em minha vida, tinha uma personalidade melancólica, pessimista e cética; quase um Schopenhauer de saia.
Por volta dos doze anos de idade, eu tentei me matar. Já era um pensamento  recorrente, mas não sabia como colocar em prática.
Prestando atenção nas reportagens sobre artistas que morreram de overdose descobri que muitas dessas overdoses envolviam uma mistura de drogas/remédios com álcool. Foi nessa época que li o relato do Marcelo pela primeira vez, o autor conta em “Feliz Ano Velho” que tentou o suicídio, como bem sabemos sua tentativa não deu certo. Mas comigo daria, pensei.

“Que loucura, o que está acontecendo? Eu aqui deitado, sem poder me mexer. Essas pessoas que nunca tinha visto antes, esse lugar, o que é tudo isto afinal? A única certeza que tenho é de que estou vivo e muito lúcido. Consigo me lembrar perfeitamente do acidente, do meu passado, de tudo, enfim. Minha cabeça está a mil por hora e eu aqui paralisado: não poderia ter acontecido algo tão sério assim, será?”[...] Não tinha o mínimo sentido. As lágrimas rolaram, chorei sozinho, ninguém poderia imaginar o que eu estava passando. Nada fazia sentido. Todos sofriam comigo, me davam força, me ajudavam, mas era eu que estava ali deitado, e era eu que estava desejando minha própria morte. Mas nem disso eu era capaz, não havia meio de largar aquela situação. Tinha que sofrer, tinha que estar só, tão só que até meu corpo me abandonara. Comigo só estavam um par de olhos, nariz, ouvido e boca. Foi o que eu prometi a mim mesmo. “Se eu não voltar a andar, darei um jeito qualquer pra me matar.” Era bom pensar assim. Eu não tinha medo de morrer. Era muito mais fácil a morte que a agonia daquela situação.
Marcelo Rubens Paiva


Numa noite antes de dormir, fui até a caixa de remédios dos meus pais e peguei vários comprimidos, não entendia nada de medicamentos e não fazia a menor ideia do que estava pegando. Tomei os comprimidos junto com um copo de aguardente, a famosa pinga 51.  Deitei-me achando que morreria enquanto dormia e no dia seguinte amanheceria sem vida.
Quando acordei no dia seguinte, a primeira coisa que pensei foi: "Droga! Não morri!" e "Nem pra morrer eu presto!”.
Nunca mais tentei acabar com a minha vida, mas pensei inúmeras vezes.
Anos mais tarde descobri que os remédios que eu havia tomado eram homeopáticos e, portanto não tinham o poder de matar. Uma das coisas mais ridículas da minha biografia com certeza. Minha história com o suicídio não termina aqui, ainda.
Já adulta fiz trabalho voluntário numa ONG de prevenção ao suicídio. Coincidência?
Trabalhei mais ou menos 10 anos e ouvi coisas inimagináveis. Protegidas pelo anonimato, as pessoas não tinham receio algum e rasgavam seus corações para os voluntários.  Um trabalho que me fez adentrar no mundo daqueles que perderam a vontade de viver, caminhando com suas dores, consegui sentir melhor os dois lados da moeda, isto é, a vontade de partir ao mesmo tempo, o desejo de ficar. O fato de conhecer tão bem o drama de quem não quer mais viver, me fez valorizar mais a vida. A verdade é que eles não queriam de fato morrer, queriam deixar de sofrer, acabar com a dor.
Não pensei em tirar minha vida durante muito tempo, até ser atingida por uma tragédia, de fato.  No auge da vida adulta sofri um grave acidente de trânsito. Era independente, trabalhava, fazia faculdade, tinha uma vida social ativa e em menos de um segundo tudo mudou. “Feliz Ano Velho” foi relido, teve um efeito catártico. 
Após meses imobilizada numa cama, meses de fisioterapia, sofri também as consequências psicológicas. Tive quatro doenças simultâneas: estresse pós-traumático, depressão, transtorno de ansiedade e de despersonalização.  Tudo junto e misturado. 
 Então o pensamento de morte voltou, era uma ideia extremamente atrativa diante do que estava vivendo.

Em meio ao tratamento psicológico, fui liberada para voltar ao trabalho pelo médico da Previdência Social.
Durante certo tempo tentei descrever a sensação de ter perdido a si mesmo, de se ter um buraco negro dentro d’alma. Eu que gosto tanto de palavras fiz um esforço para que alguma coubesse em minha Ausência. Esmiucei o dicionário, acabei com o estoque de adjetivos para tentar qualificar meus sentimentos, nenhum vocábulo foi suficiente para descrever meu estado. A dor que eu sentia era inominável!
Todos os dias eu ia trabalhar usando o metrô, e era na espera pelo trem que a ideia de morte batia mais forte. Ouvia uma voz que dizia: “Vai, se joga na frente do trem, será rápido e indolor, é morte instantânea, acaba de uma vez com essa dor.”.
Era uma tortura. Todos os dias enquanto aguardava o trem, essas palavras se repetiam na minha cabeça. Dia após dia, Vida e Morte travavam uma guerra no meu íntimo.
Mas todos os dias a Vida ganhava, o Espirito Santo me lembrava de todas as vezes que vi a Morte face a face, e uma voz dizia: “Você sobreviveu até aqui, escapou várias vezes, tem uma razão para continuar vivendo, você tem uma missão a cumprir, Ele te chamou, continue lutando.”.
Pensava em Cristo, na minha salvação espiritual e quem sabe a salvação física fazia parte também? Por que não morri no acidente? Por que não morri das outras vezes que minha vida ficou por um fio? Deve haver uma razão para ter sobrevivido. E se realmente não é minha hora? E se mais uma vez eu sobreviver?
Cheguei à conclusão definitiva que não sou dona de mim. Minha vida não me pertence. O Senhor a comprou com Seu sacrifício na Cruz. É Ele quem decide quando e como partirei. Não devo, não posso e não quero ir contra o Dono da minha vida.
Por que eu não me mato?
Sei que meu Redentor vive e a esperança é a âncora da minha alma.
Sei principalmente que não existe vida fora da Palavra.

P.S: aos que sofrem com dores da alma, aos que pensam em não mais viver: continue lutando! Sua vida vale muito mais do que imagina.