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domingo, 2 de outubro de 2022

A sétima profecia e o aborto

 



Ouvi falar do filme “A sétima profecia” (1988) na adolescência, alguém assistiu e me contou. Fiquei super interessada, após a sinopse conto o motivo.

 

Sinopse: Ao redor do mundo estão aparecendo sinais do fim dos tempos, assim como está no Apocalipse, que parecem estar vindo com o surgimento de um misterioso andarilho. Padre Lucci (Peter Friedman), um emissário do Vaticano, tem a missão de investigar as ocorrências e as considera como fatos normais. Entretanto Abby Quinn (Demi Moore), uma jovem americana, tem razão para temer que elas são reais, já que o desenrolar dos eventos pode significar desgraça para o filho dela, que ainda está para nascer. Abby está determinada a fazer qualquer coisa para evitar o fim do mundo, inclusive dar sua vida, pois este foi o desafio que lhe fez o andarilho.

 

Após ouvir que uma mãe daria a vida por seu filho fiquei impressionada, sempre achei algo sobrenatural alguém dar a sua vida por outra pessoa. Demorou um tempo para que conseguisse assistir ao filme, tive que esperar uma reprise na tv, já que naquela época não existia internet como hoje. Quando assisti, fui ler a passagem bíblica que o filme usa. É claro que a intenção do filme hollywoodiano não era pregar a Palavra, sempre soube. É uma obra de ficção que como tantas outras, usa passagens bíblicas em seu roteiro. Vamos ler a sétima profecia bíblica:

 

Então apareceu no céu um grande sinal: era uma mulher vestida de Sol, com os pés pousados sobre a Lua e com uma coroa formada por doze estrelas na cabeça. Estava grávida, e já com as dores de parto, e gritava na ânsia de dar à luz.

E apareceu um outro sinal em que um dragão vermelho se apresentava com sete cabeças e dez chifres; e em cada cabeça tinha uma coroa.  Com a cauda arrastou para trás de si um terço das estrelas do céu, lançando-as sobre a Terra. E colocou-se na frente da mulher que ia dar à luz, pronto para devorar a criança logo que nascesse.

Ela teve, com efeito, um filho, o qual mais tarde haveria de governar todas as nações com uma vara de ferro. E o menino foi logo arrebatado para Deus, para junto do seu trono. Quanto à mulher, fugiu para o deserto, onde Deus lhe preparou um lugar, cuidando dela durante 1260 dias.

E deu-se uma guerra no céu. Miguel e os anjos sob a sua responsabilidade lutaram contra o dragão e contra o seu exército de anjos.  O dragão perdeu a batalha e foi expulso do céu.  Ele é a antiga serpente, conhecida com o nome de Diabo, ou Satanás, aquele que engana o mundo inteiro. E foi assim lançado para a Terra, mais os seus demónios.

Ouvi depois uma voz clamando através do céu: “Aconteceu enfim! A salvação final, o poder e o reino de Deus, assim como a autoridade de Cristo manifestaram-se. O acusador dos nossos irmãos foi atirado do céu para a Terra, esse que os acusava dia e noite. Mas eles venceram-no pelo sangue do Cordeiro, e com o poder do seu testemunho; pois puseram de lado o amor às suas próprias vidas a ponto de morrerem. (Ap 12: 1-11)

 

Não sou especialista em escatologia, e mesmo sem compreender na época o que significava, a imagem que essa passagem trouxe me impactou tanto quanto o filme. Fiquei imaginando como seria o mundo se mais pessoas estivessem dispostas a salvar vidas, e ainda com a sua própria vida. Recentemente assisti novamente ao filme e ainda sinto o impacto emocional de ver uma mãe disposta a dar sua vida para salvar o filho, mesmo sendo ficção.

O Talmud diz “Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”, há passagens bíblicas que falam sobre dar a sua vida por alguém, aliás o exemplo é do próprio Cristo.

Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.” (1 Jo 3:16)

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. (Jo 15:13)

“A morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade; eis porque nunca pergunto por quem dobram os sinos: é por mim. Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo. John Donne

Tal como o poeta inglês sinto-me diminuída em minha humanidade quando morre um semelhante. No entanto não sei se seria capaz de gesto tão nobre como dar a vida por alguém. Sempre considerei uma atitude de extrema grandeza dar a vida por outra pessoa.  Um sacrifício do qual Cristo nos deixou como exemplo, mas poucos seguem. Atualmente o que mais vemos é o contrário, pessoas matando, tirando a vida de outras, mães que matam seus bebês antes de nascer, médicos que juraram lutar pela vida ser agentes da morte!

Vejo no aborto, o dragão, o Inimigo que vem para ceifar vidas; pois Ele é a anti vida, a Morte.

O cardeal Robert Sarah afirmou: “Abortar é a maior tragédia do nosso tempo, e a causa pró-vida faz parte da batalha final entre Deus e satanás”.

A batalha final nesse mundo está entre a vida e a morte de bebês!


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

“NÃO É UMA PESSOA”

 


Na época da escravidão, o argumento era que “preto não tem alma, não é pessoa”.

No holocausto nazista, o argumento para dizimar o povo era o mesmo: “judeu não é gente”.

Hoje, ao olhar para o passado creio que quase todos concordam que os argumentos eram absurdos.

Mas é exatamente isso que fazem as pessoas que justificam o assassinato de um bebê na barriga da mãe.

Toda essa polemica na verdade se resume em uma única coisa: reconhecer a humanidade no outro.

“Não é uma pessoa.”

Até quando vão usar esse argumento estapafúrdio para tirar uma vida?

Espero que em breve reconheçam o bebê como um ser humano, uma pessoa; assim como reconheceram que negro e judeu também são pessoas.

Espero que reconheçam o quanto antes para que o genocídio de bebês inocentes não ultrapasse a soma de negros escravizados e judeus na câmara de gás.

Não importa quantos argumentos a militância use para justificar o injustificável.

Tudo isso é cegueira diante do fato incontestável de que o bebê é uma vida humana.

E um dia (espero) a humanidade sentirá vergonha dessa declaração.

 


sábado, 16 de junho de 2018

O Evangelho é feminista?



Volta e meia ouço que o Evangelho é feminista, reviro os olhos e “Ah, deixa pra lá”! Vida que segue.
Essa afirmação é uma daquelas que prefiro não discutir, mas recentemente alguns amigos me incentivaram escrever sobre o tema então: “Eis me aqui Senhor!”.
Não pretendo fazer um artigo acadêmico, porém é um projeto, apenas uma breve reflexão.
O feminismo como tantas outras ideologias humanistas contraia o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo.
O movimento feminista coloca a mulher como protagonista.
No Evangelho o protagonista da História é Jesus.
           Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos!  Atos 17: 28
O feminismo como outras ideologias nega a dependência do ser humano em relação ao Criador, prega a autossuficiência da mulher.
Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que Eu te ajudo. Isaías 41:13
Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Provérbios 3:5-6
O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. Provérbios 16:9
A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre. Salmos 73:26
Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Salmos 121:1-2
Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Isaías 40:29
Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. João 15:5
Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve. Salmos 94:18  
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.  Salmos 127:1
Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas? Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos. 1 Crônicas 29:14

O feminismo diz “meu corpo, minhas regras”.
O Evangelho diz “seu corpo, Minhas regras”.
                                                                             
Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, GLORIFIQUEM A DEUS COM O CORPO DE VOCÊS.
1 Coríntios 6:19- 20
PORVENTURA IGNORAIS QUE VOSSOS CORPOS SÃO MEMBROS DE CRISTO? Poderia eu fazer dos membros de Cristo, membros de uma prostituta?! De modo algum!”Porque já não sou eu quem vivo, é CRISTO QUE VIVE EM MIM.  Gálatas 2: 20
A mim tudo é permitido, mas nem tudo me convém. A mim tudo é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos. Mas Deus destruirá uns e outros. O CORPO, PORÉM, NÃO É PARA A PROSTITUIÇÃO, ELE É PARA O SENHOR, E O SENHOR É PARA O CORPO.
PORVENTURA IGNORAIS QUE VOSSOS CORPOS SÃO MEMBROS DE CRISTO? Poderia eu fazer dos membros de Cristo, membros de uma prostituta?! De modo algum! Não sabeis que aquele que se une a uma prostituta torna-se com ela um só corpo? Pois está escrito: ‘os dois serão uma só carne.’ Mas quem adere ao Senhor, torna-se com ele um só espírito.
Em geral, todo pecado que uma pessoa venha a cometer é exterior ao seu corpo. Mas quem pratica imoralidade sexual peca contra seu próprio corpo. ACASO IGNORAIS QUE VOSSO CORPO É TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO QUE MORA EM VÓS E QUE RECEBESTES DE DEUS? IGNORAIS QUE NÃO PERTENCEIS A VÓS MESMOS? DE FATO, FOSTES COMPRADOS POR PREÇO MUITO ALTO! PORTANTO, GLORIFICAI A DEUS NO VOSSO PRÓPRIO CORPO.
1 Cor 6 : 12- 20

O feminismo diz que o homem é um rival da mulher.
O Evangelho diz que somos cooperadores.

Maridos, AMEM SUAS MULHERES, ASSIM COMO CRISTO AMOU A IGREJA E ENTREGOU-SE A SI MESMO POR ELA para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. Da mesma forma, OS MARIDOS DEVEM AMAR AS SUAS MULHERES COMO A SEUS PRÓPRIOS CORPOS.  
Efésios 5:25-28    
  
Pois o marido descrente é santificado por meio da mulher, e a mulher descrente é santificada por meio do marido. Se assim não fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora são santos. 1 Coríntios 7:14

O feminismo reivindica poder.
O Evangelho afirma que o poder pertence ao Senhor.

E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém'. Mateus 6:13
Vocês estão enganados! Pois não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus! Marcos 12:24
Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. Apocalipse 1:8
Ouvindo isso, levantaram juntos a voz a Deus, dizendo: "Ó Soberano, tu fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há!” Atos 4:24

O feminismo desvaloriza a maternidade
O Evangelho compara o amor de mãe ao amor de Deus

Será que uma mãe pode esquecer-se do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você! Isaías 49:15
Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também em ti.  2 Timóteo 1:5
Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se elas permanecerem em fé, amor e santificação, com bom senso. 1 Timóteo 2.15
Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá.  Êxodo 20:12

O feminismo faz apologia ao assassinato de bebês
O Evangelho valoriza a vida desde a concepção

Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável... Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.  Salmos 139: 14-16
Não matarás. Êxodo 20:13

O feminismo diz “lugar de mulher é onde ela quiser”
O Evangelho diz “lugar de mulher é aos pés da Cruz/Jesus”

Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. João 11.2
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Lucas 10.39 
Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo. João 12.3 
Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido. João 11.32 
E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria MadalenaJoão 19:25

Que o Senhor me conceda graça e sabedoria para escrever algo mais consistente sobre a relação entre feminismo e cristianismo, no entanto creio que essa breve exposição evidencia o antagonismo entre os dois.
Como cristã salva pela Graça e Misericórdia de Jesus, não é possível ser simpatizante de um movimento contrário ao Evangelho.
Se tenho em mim algum poder, é o poder do Espirito Santo atuando em minha vida para testemunhar da obra do Todo Poderoso.

Porque Dele, e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém. Romanos 11:36







domingo, 3 de setembro de 2017

O milagre da vida


Ser mãe é experimentar o céu e o inferno ao mesmo tempo
É ser a vilã e a heroína na vida de seus filhos.
É tarefa que parece que algumas nasceram sabendo
E outras se esforçam muito para cumprir
É trabalho hercúleo, pois é sobre-humano.
É dizer à sociedade que ainda não é o fim.
É um grito de “Vamos tentar novamente”
Cada vez que uma criança chega ao mundo é um renascer de esperança.
É uma prova que nem tudo está perdido, que o mundo ainda tem jeito, que a maldade ainda tem conserto, é o início de uma nova história que uma nova vida traz.
Uma nova vida faz florescer o melhor nos seres humanos que o cercam.
O sorriso de um bebê contagia o mais rabugento dos seres
E tudo se faz novo, porque uma nova vida é um recomeço.
A vida é um milagre
Cada bebê que nasce é uma flor para esse jardim cheio de ervas daninhas chamado Mundo.
Fé na vida, fé no que virá.
Aguardando... Uma nova flor.
Um novo milagre.


sábado, 19 de agosto de 2017

“MEU CORPO, MINHAS REGRAS” (o retorno)


Esse é o segundo texto que escrevo sobre esse clichê, o primeiro você confere  aqui.
Expressão bastante conhecida, utilizada em demasia pelas ativistas do feminismo atual. A mensagem que desejam passar é de que a mulher deve ter soberania sobre o próprio corpo, seus desejos e vontades, a mulher não deve ser controlada por ninguém, nem pela sociedade, liberdade total.  Vestir o que quiser, ir onde e como quiser, liberdade sexual, entre outras coisas... Afinal "lugar de mulher é onde ela quiser".
Porém a ideia mais forte embutida nesse discurso de domínio do próprio corpo é o "direito" que toda mulher deve ter na decisão de matar ou não o próprio filho, enquanto ainda está em sua barriga.
Desconfio de que, quem costuma declarar tal frase com essa ideologia talvez não entenda perfeitamente o significado de "meu corpo", muito menos de "minhas regras". Talvez devesse conhecer melhor o que é análise do discurso.
Pra começar que nada nesta vida nos pertence, o "meu corpo" que não é meu, ou será cremado ou será enterrado e depois de certo tempo o "meu corpo" não mais existirá, só restará os ossos. (No meu caso o processo será bem rápido, já que carne/músculo quase não tenho mesmo).
E as "minhas regras"? Ah, quem dera "meu corpo" obedecesse "as minhas regras"!!!
Há dias em que eu realmente desejo que essa frase seja verdadeira, há dias em que "meu corpo" dá uns "olés" em mim, e nada dele obedecer as "minhas regras", independente do que eu faça.
Qualquer pessoa que tem/teve alguma limitação há de concordar que o "meu corpo" não segue a tal das "minhas regras".
Posso falar com propriedade pois já tive/tenho várias limitações.
Não precisa conhecimento de anatomia, biologia, fisiologia para chegar a conclusão de que não temos domínio do próprio corpo. Pergunte para alguém com alguma limitação física, com diabetes, doenças autoimunes, alguém que já ficou internado, que passou pela UTI, que sofreu infarto, ataques de pânico, asma... Enfim, são tantas as situações que se conclui que essa história de "meu corpo, minhas regras" só serve mesmo para o ativismo feminino e como desculpa para matar bebês inocentes.

Não caia​ em "clichês" pós-modernos. Questione. Pense.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Feminazi


Sei que parece óbvio que o termo “feminazi” é a junção de feminismo + nazismo. O que não parece tão obvio é o motivo da ligação entre esses movimentos.
Em minha última publicação Análise do discurso falei entre outras coisas sobre o eufemismo na representação de ideologias.
A eugenia foi uma ideologia forte no século XIX e início do século XX, e foi o alicerce do movimento nazista. 
Atualmente a ideologia feminista é bem marcante e tem como base o movimento pró-aborto/escolha.
Alguns eufemismos para assassinato de bebês e eugenia: planejamento familiar, controle demográfico /populacional e controle da natalidade.
Esses termos são usados para definir politicas públicas para controlar o crescimento da população e frear a reprodução.
Uma das coisas mais difíceis para eu aceitar quando comecei minhas pesquisas sobre aborto foi o fato de ter pessoas e entidades dedicadas ao controle populacional de forma intensa, resultando em genocídio.
Muitas dessas entidades estão ligadas ao governo que infelizmente financia o aborto e a esterilização.
É de conhecimento público a intenção de Adolf Hitler limitar a população mundial e formar uma nação pura. 
Margaret Sanger fundadora da maior empresa de abortos dos EUA, a Planned Parenthood, apoiou abertamente o plano nazista para a engenharia genética da população alemã, defendia publicamente a eliminação de "ervas daninhas humana” e a "purificação da sociedade”.
 M. Sanger também organizou o "Projeto de Negro", um programa destinado a eliminar os membros que ela acreditava ser uma "raça inferior". Dizia que os negros se reproduzem de forma descuidada e desastrosa, gerando assim o aumento da população negra. Considerava que os brancos são mais inteligentes e aptos, devendo ser a maioria.
O termo genocídio é muito associado ao nazismo. Quantas vezes você já foi informado de que Adolf Hitler matou 6 milhões de judeus no Holocausto?  Mas porque a morte de 7 milhões de bebês ninguém chama de genocídio?
Bem, creio que ficou clara a ligação entre aborto/feminismo com a eugenia/nazismo. Margaret Sanger é a versão feminina de Hitler e o feminismo é a versão contemporânea do nazismo. Um matava judeu, a outra (ainda) mata bebês. Resumindo, apoiar o aborto é apoiar indiretamente a eugenia/racismo/nazismo.
Talvez exista alguma vertente do movimento feminista que não seja favorável ao aborto, ainda não conheço.


P.S: Você pode não concordar com esse artigo, é um direito seu. Mas recomendo que pesquise sobre as informações listadas antes de cair na tentação de refutá-lo. Mesmo porque não vou entrar em debates.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Análise do discurso

As palavras servem para comunicar ideias, sentimentos e pensamentos, muitos utilizam recursos para ocultá-los ou dissimulá-los. Nem sempre as intenções na comunicação são explícitas, existem recursos como, por exemplo, as figuras de linguagem.
As figuras de linguagem são excelentes para a Estilística, mas para o discurso ideológico nem tanto. O problema é que muitos não percebem o que está embutido nesses recursos, ideologias disfarçadas de estilística.
Tem gente com graduação, pós e mestrado que não entende figuras de linguagem. Vejo isso na rede social, ironias (consiste em dizer o contrário do que se pretende) e metáforas (é a comparação de palavras em que um termo substitui outro) levadas ao pé da letra.
Algumas vezes os autores dos textos precisam se explicar, pois foram mal interpretados, fruto do analfabetismo funcional que assola nosso país.
Um dos recursos dos mais utilizados é o eufemismo (que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão), algumas vezes tenho dúvidas em relação à intencionalidade do uso. O fato é que muitos não se dão conta do pacote comprado com uma simples expressão/palavra.
Vou usar o exemplo do qual tenho mais conhecimento.
Aborto (interrupção da gravidez) é um eufemismo para o assassinato de bebês, recentemente o assassinato de bebês ganhou outro eufemismo, mais sofisticado para encobrir o assassinato: direito reprodutivo.
Eufemismo é uma forma de tentar amenizar um fato utilizando palavras/expressões mais suaves, que parecem atenuar algo ruim. Afinal é melhor usar o termo aborto, pois assim ninguém é assassino!

Quer mais exemplos?
O MST invade ou ocupa terras?
Um homem de 35 anos que se relaciona com uma moça de 16 anos, é namoro ou pedofilia?
Não seja ingênuo, palavras/expressões definem ideias, o vocabulário evidencia ideologias.
Preste atenção ao que lê e ao que fala/escreve.


P.S: Etimologia/origem da palavra Aborto
     A palavra aborto tem origem etimológica no latim abortus, derivado de aboriri ("perecer"), composto de ab ("distanciamento", "a partir de") e oriri ("nascer"). O aborto é a interrupção de uma gravidez, e consiste na remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras.
    

P.S 2:
A Análise do Discurso é uma ciência que consiste em analisar a estrutura de um texto e, a partir disto, compreender as construções ideológicas presentes no mesmo. O discurso em si é a construção linguística junto ao contexto social onde o texto se desenvolve. Ou seja, as ideologias presentes em um discurso são diretamente construídas e influenciadas pelo contexto político-social em que o seu autor está inserido. (CHARAUDEAU, P.; MAINGUENEAU, D. Dicionário de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto, 2004.).


P.S 3: A repetição da expressão “assassinato de bebês” foi proposital para evidenciar a posição Pró-Vida. 


terça-feira, 28 de abril de 2015

Disseram ...








Um dia disseram que o negro não era gente, o escravizamos.

Um dia disseram que o judeu não era um ser humano, 

o queimamos.

Um dia disseram que o índio não tinha alma, o exploramos.

Disseram que a mulher era inferior ao homem, a estupramos.

Hoje dizem que o feto não é um bebê.


Vamos matá-lo?!







Ilustração de Emerson Oliveira: http://foliodoemerson.tumblr.com/



sábado, 11 de outubro de 2014

Meu corpo, minhas regras?


Há algum tempo observo o atual movimento feminista com o slogan “Meu corpo, minhas regras”.
Esse slogan, muito usado pelo grupo “feminazi” e simpatizantes transmite a ideia de que somente a mulher pode ditar as regras de seu corpo. Ela pode se prostituir, pode matar o bebê que está dentro dela, pode se exibir da maneira que achar melhor, entre outras coisas, pois o corpo é da mulher e quem manda é a dona. O que muitos ainda não entendem é que não, não sou dona do meu corpo, não tenho poder sobre ele.
Aprendi isso do pior jeito: atropelada pelo caminhão da imprevisibilidade.  
As contingências da vida podem um belo dia amputar esse suposto poder.
Vou partilhar um pouco da minha experiência, que me fez sentir na carne (literalmente), o quanto esse slogan é falso.
Tive três acidentes de trânsito, TRÊIIIIIIIS!!
No primeiro eu perdi os movimentos da mão direita (temporariamente)
No segundo eu fiquei imobilizada da cintura pra cima (temporariamente)
No terceiro e mais grave, fiquei imobilizada do pescoço pra baixo (temporariamente).
Fui levada de ambulância para o hospital, acordei oito horas mais tarde da anestesia geral, ainda meio zonza olhei para o meu corpo e me vi costurada. Inconformada questionei: “Quem foi que deu autorização para me abrir?”.
“Meu corpo, as regras da medicina.” Os médicos tinham que me abrir para salvar a minha vida.
Durante a internação, a dor era imensa, o momento do banho me dava pânico, pois elevava a dor em níveis estratosféricos. Um dia cheguei a implorar “pelo amor de Deus, não me dê banho, eu não me importo em ficar suja, mas não me dê banho.”
“Meu corpo, as regras do hospital.” As enfermeiras tinham que me dar banho.
Durante um tempo, perdi completamente o controle do meu corpo, o controle dos movimentos, e até mesmo das necessidades fisiológicas.
“Meu corpo, as regras da fisiologia.” Eu tinha que me adaptar as circunstâncias, as limitações impostas.
Durante a recuperação física o lema era “meu corpo, as regras da fisioterapia.” Eu tinha que fazer determinados exercícios conforme as orientações da fisioterapeuta para recuperar os movimentos perdidos.
Em todos os acidentes tive uma boa recuperação, voltei a ter uma vida normal.
O meu corpo passou por cirurgia, foi aberto e costurado, perdeu autonomia, teve que fazer meses de fisioterapia, sentiu muita dor e eu aprendi que não ditava as regras, que NÃO PODIA fazer o que queria com ele. Não sou dona do meu corpo, nem de nada nessa vida.
“Meu corpo, regras do viver.”             
A ilusão do poder acaba quando nos deparamos com a fragilidade e a pequenez da existência humana.